Ou Levante de Bella Cruz foi uma rebelião de escravos que eclodiu em 13 de maio de 1833, nas propriedades da família Junqueira, ao sul da província de Minas Gerais.
Sede da fazenda Bella Cruz em Cruzília
Assim como os escravos de outras províncias naquela época, os da Freguesia de Carrancas viviam em péssimas condições de vida e trabalho. O trabalho em excesso, castigos físicos, moradia inadequada e falta de liberdade geraram muita insatisfação e revolta entre os escravos.
Os rebeldes de Carrancas foram severamente punidos. Dezesseis foram condenados à pena de morte por enforcamento e executados em praça pública com cortejo da Irmandade da Misericórdia, na Vila de São João del-Rei.
Foi uma revolta que aconteceu na província da Bahia entre os anos de 1837 e 1838, durante o Brasil Império.
Francisco Sabino Vieira: líder da Sabinada.
A Sabinada foi uma revolta feita por militares, integrantes da classe média (profissionais liberais, comerciantes, etc) e rica da Bahia. A revolta se estendeu entre os anos de 1837 e 1838. Ganhou este nome, pois seu líder foi o jornalista e médico Francisco Sabino Álvares da Rocha Vieira.
Os revoltosos eram contrários às imposições políticas e administrativas impostas pelo governo regencial. Estavam profundamente insatisfeitos com as nomeações de autoridades para o governo da Bahia, realizadas pelo governo regencial.
O estopim da revolta ocorreu quando o governo regencial decretou recrutamento militar obrigatório para combater a Guerra dos Farrapos, que ocorria no sul do país.
Os revoltosos queriam mais autonomia política e defendiam a instituição do federalismo republicano, sistema que daria mais autonomia política e administrativa às províncias.
A Balaiada foi uma revolta popular que ocorreu na província do Maranhão entre os anos de 1831 a 1840 no governo regencial
Tropas do Império se preparam para atacar os revoltosos da Balaiada.
A revolta surgiu como um levante social por melhores condições de vida e contou com a participação de vaqueiros, escravos e outros desfavorecidos.
Aderiram à revolta os escravos, os vaqueiros, os mestiços, os pequenos agricultores rurais, os artesãos, os fabricantes de balaios, etc. Inclusive, os integrantes da Balaiada passaram a ser chamados de os “balaios” porque um dos seus participantes trabalhava justamente na fabricação de balaios ou cestos.
A Guerra dos Farrapos teve como principal razão a insatisfação das elites da província do Rio Grande do Sul com a política fiscal do Império brasileiro sobre o principal produto econômico da região: o charque (carne-seca).
Carga da Cavalaria (1893), de Guilherme Litran, retratando a Revolução Farroupilha
Ocorreu no Rio Grande do Sul e durou dez anos, de 1835 até 1845, época que compreende a regência de Feijó e o Segundo Reinado. O termo “farrapo” se referia aos trajes maltrapilhos que o exército rebelde usava. … A Revolução Farroupilha se encerra com o Tratado de Poncho Verde, em 1º de março de 1845.
Após vários conflitos militares, enfraquecidos, os farroupilhas aceitaram o acordo proposto por Duque de Caxias e a Guerra dos Farrapos terminou. Como o número de mortos aumentava a cada dia e os recursos estavam escassos, não houve outra escolha se não a de aceitar a paz que o governo brasileiro oferecera.
Cabanagem foi como ficou conhecida a revolta que ocorreu entre 1835-1840 na antiga província do Grão-Pará (não confundir com a Cabanada, que ocorreu em Pernambuco e Alagoas em 1832). Após D. Perro I abdicar do trono do Brasil, em 07 de abril de 1831, seu filho, Pedro II, sucessor direto, tinha apenas cinco anos e quatro meses de idade, enquanto a Constituição de 1824 determinava que, para assumir o cargo, o imperador precisaria ter pelo menos 21 anos completos.
Contudo, várias províncias não estavam satisfeitas com o poder centralizado e desejavam ter mais autonomia. Algumas, inclusive, queriam separar-se do Império do Brasil.
Insurreições como a Farroupilha, Balaiada e Sabinada, explodiram em todo território brasileiro.
A luta na praça da Sé foi uma das mais sangrentas da Cabanagem
Dentre as principais causas da revolta podemos apontar:
As disputas políticas e territoriais, motivadas pelas elites do Grão-Pará;
as elites provinciais queriam tomar as decisões político-administrativas da província;
descaso do governo regencial para com os habitantes do Grão-Pará;
os cabanos, por sua parte, queriam melhores condições de vida e trabalho.
Ou Traição dos Porongos foi o penúltimo confronto da Revolução Farroupilha e ocorreu em 14 novembro de 1844.
Ilustração do Massacre de Porongos quando um grupo de lanceiros negros foi surpreendido e arrasado por tropas do exército imperial
Também conhecida como Revolução Farroupilha, a revolta foi travada durante dez anos (1835-1845), tornando-se a guerra civil mais longa da história do país. De um lado, estava o governo imperial brasileiro. Do outro, a elite gaúcha insatisfeita com os altos impostos cobrados sobre seus produtos.
A partir da declaração de independência da então província de São Pedro do Rio Grande do Sul, em 1836, os farroupilhas perceberam que não havia homens o bastante para fazer frente às tropas imperiais. Por essa razão, os republicanos começaram a cooptar negros escravizados. Mas não os seus.
“Em vez de cederem a própria mão de obra, os farroupilhas capturavam os negros dos adversários, que serviam aos imperiais ou estavam foragidos, com a promessa de alforria após o fim da guerra”
Os negros, portanto, não lutavam pelos ideais farroupilhas, mas pela chance de liberdade. Embora também atuassem como infantes (soldados em pé), acabaram conhecidos na história como “lanceiros negros”.
Foi uma traição aos negros que guerreavam com a promessa de liberdade no final do conflito, já que a maioria dos farroupilhas não era abolicionista. … No dia 14 de novembro de 1844, mais de 100 negros foram assassinados e os que sobreviveram foram enviados à corte brasileira. “Foi um massacre!”
A Revolta dos Malês foi uma revolta do período regencial. Aconteceu na noite de 24 para 25 de janeiro de 1835, em Salvador, na Bahia.
Essa foi a maior revolta de escravos da história do Brasil e mobilizou cerca de 600 escravos que marcharam nas ruas de Salvador convocando outros escravos a se rebelarem contra a escravidão. A Revolta dos Malês, que ficou marcada pela grande adesão de africanos muçulmanos, acabou fracassando e os envolvidos foram duramente punidos.
O historiador João José Reis listou que as formas de punição foram as seguintes: prisão simples, prisão com trabalho, açoite, morte e deportação. Houve casos de africanos sentenciados a sofrer 1200 chibatadas e dezesseis foram condenados à morte, mas desses, 12 reverteram sua pena e só quatro foram de fato executados.
Confronto entre as tropas da Guarda Nacional e negros.
A Revolta dos Malês contou com oito líderes dos quais a maioria era nagô. O nome dos líderes dessa revolta eram:
Ahuna
Pacífico Licutan
Sule ou Nicobé
Dassalu ou Damalu
Gustard
Manuel Calafate
Luís Sanim (esse era do povo tapa e também chamados de nupes)
A Confederação do Equador tinha um caráter revolucionário e separatista. Essa união reuniu políticos e revolucionários em prol da separação do Nordeste brasileiro. Um movimento que ganha força na província de Pernambuco mas espalha-se rapidamente.
Bandeira da Confederação do Equador.
A Confederação do Equador foi uma das muitas revoltas ocorridas no Brasil Imperial. Ocorreu no ano de 1824 na província de Pernambuco como um movimento de resistência ao governo e às medidas do Imperador D. Pedro I.
A base dessa rebelião foi a crise econômica da região, gerada pela queda na venda do algodão e do açúcar. A insatisfação do poder político do Império veio pois o Governo não fazia nada para intervir a crise.
Execução de Frei Caneca, um dos líderes da revolta.
Com a derrota da Confederação do Equador, Dom Pedro I conseguiu impor sua força nas províncias nordestinas, mas não o suficiente para pacificar a região, pois os ideais republicanos ainda permaneceriam e motivariam outras revoltas durante o Período Regencial. A revolta em Pernambuco mostrou também que a imprensa tinha poder de difundir ideias e motivar rebeliões contra o império.
As tropas imperiais lutando contra os participantes da Confederação do Equador.